Uma andorinha FAZ SIM verão!

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Ações, Depoimentos, Inspiração, Na sociedade
17May
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Entre as histórias que chegam sobre as iniciativas realizadas no Dia Mundial da Boa Ação deste ano, uma em especial nos enche de orgulho. Neste post, vocês leram sobre a campanha que a Michele Corrêa de Araújo começou sozinha, inspirada no nosso movimento. Com doses generosas de simpatia e disposição, ela foi logo rodeada por gente MUITO do bem. A seguir, o depoimento da Michele sobre as suas motivações e o resultado da campanha até agora:

“Minha história com A Corrente do Bem começou bem antes do movimento existir, quando eu tinha uns 7 anos e meu pai começou a ajudar um orfanato em Brasília. Um dia, ele resolveu fazer o Natal daquelas crianças e pediu a seus amigos que doassem um brinquedo novo. No dia da festa, a carinha daquelas crianças abrindo seus presentes me marcou pra sempre. Consigo descrever a cena com todos os detalhes. Logo… meu pai fez sua boa ação e passou adiante!

Em 2012, 29 anos depois daquele episódio solidário, estávamos eu e meu pai distribuindo doces, num sábado de aleluia, em uma comunidade não pacificada no RJ junto com uma ONG.  Uma experiência diferente, em que novamente as emoções se misturavam: medo, proteção de filha com o pai e vice-versa (afinal, hoje estou com 36 anos  e ele com 71)  e dever com o próximo, sendo esse próximo crianças lindas! Cheguei em casa certa de que agora era minha vez de passar adiante A Corrente do Bem. Então, resolvi estimular a boa ação arrecadando alimentos para doar em orfanatos, asilos, famílias carentes e ONGs.

Realizei a entrega de um cesta básica para uma família carente indicada por uma doadora e o restante dos alimentos foi entregue para a ONG GRUPO GIRASSOL, em 11 de maio. No total, foram 115 kg de alimentos, 27 pacotes de extrato de tomate, 43 pacotinhos de gelatina, 24 copinhos de guaraná natural, 24 litros de leite e 6 latas, 15 litros de óleo, 6 garrafas de suco de fruta, 28 pacotes de biscoito, 2  pacotes de fraldas, 2 paracetamol líquido e 5 Kits do bem (criados para serem enviados por quem mora longe, com um escova de dente, uma pasta de dente, dois sabonetes, shampoo, condicionador e uma toalha)

Ainda tem alimentos chegando para arrecadação, que teve início em 26 de abril, Dia Mundial da Boa Ação, e vai até outubro deste ano. As fotos podem ser  no vistas no  Álbum do Bem, onde é possível conferir a participação dos amigos, dos amigos dos amigos, do jornaleiro da minha rua, do time de futebol Cerveja e Amigos (agora, aos domingos, só joga quem doa), do Thiago, que mora no Canadá e mandou sua contribuição mesmo estando longe e mais as que entram diariamente! Algumas pessoas doaram e não mandaram foto, mas isso não impediu de que registrássemos suas boas ações!

O grande desafio agora é ganhar doações nacionais, pois a maioria foi daqui do RJ. Faça sua boa ação, entre nessa Corrente!”

Michele, sem palavras pra explicar a nossa alegria em saber que você pegou perfeitamente o espírito do nosso movimento :) Obrigado!!!

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Instituto Vila Rosário por Luis E. Matta

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Depoimentos, Inspiração
14May
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Quem vai nos brindar com um relato belo e realista esta semana é o nosso “escritor do bem” Luis Eduardo Matta. Mais do que um texto literário de primeira, é um chamado para que tiremos os véus que insistimos em colocar nas mazelas que nos rodeiam.

Solidariedade e cidadania no coração da miséria

Por Luis Eduardo Matta

Recentemente, foi anunciado que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil – a soma das riquezas produzidas por uma nação – ultrapassou o do Reino Unido, alçando o país à posição de sexta maior economia mundial e inflando o orgulho patriótico. Porém, basta uma breve visita a alguma das inúmeras áreas carentes nos arrabaldes das capitais para esfriar esse ânimo e percebermos que a estatística mascara uma triste realidade à vista de todos: o Brasil permanece um país atrasado, atado a graves problemas socioculturais herdados do período colonial e aprofundados ao longo do tempo; problemas que até hoje não fomos capazes de superar.

A julgar pelo montante robusto de impostos que pagamos anualmente, o Estado deveria prover à população uma gama de serviços públicos de excelência. Salvo exceções, o que acontece é exatamente o oposto. É absurdo, por exemplo, constatar que boa parte da população da sexta economia do planeta vive atolada em uma infame situação de miséria, sem acesso a um sistema público de saúde decente, a escolas que cumpram o papel de ensinar e, o mais grave – com uma alimentação deficiente que, somada a condições insalubres de moradia, a transforma em potencial alvo de toda sorte de moléstias que encontram em organismos subnutridos um campo fértil para se proliferar.

O caso mais notório é o da tuberculose. Mais de seis décadas após a descoberta da  cura, a doença continua a fazer vítimas no país. A maioria dos casos acontece, não por acaso, em áreas carentes como Vila Rosário, em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense situado às portas do Rio de Janeiro. Prisioneiros da espiral de ignorância que há gerações se retroalimenta em famílias para as quais nunca foram oferecidas possibilidades concretas de instrução, os moradores de Vila Rosário encontram-se muito abaixo das mínimas condições aceitáveis de cidadania. Pelas ruas áridas do bairro é visível a falta de quase tudo. Não há saneamento. A água encanada só recentemente aportou na região que, situada entre dois rios poluídos – o Iguaçu e o Sarapuí –, contava quase que somente com os comprometidos lençóis subterrâneos para servir às residências. A criminalidade, assim como a poeira, está por toda parte. Moradores de bairros de classe média – em especial, os que gostam de reclamar da vida –, deveriam conhecer de perto lugares como Vila Rosário. Caso tenham um pouco de bom senso, chegarão à conclusão de que não possuem, na verdade, problema algum.

A miséria é uma infâmia, malgrado a visão romântica de certa intelectualidade que insiste em lhe atribuir uma aura de pureza e redenção. Cansada de esperar por uma intervenção efetiva do poder público, parte da sociedade civil vem se mobilizando para enfrentá-la. Foi assim que surgiu, há mais de 10 anos, o Instituto Vila Rosário (IVR), uma fundação sem vínculos políticos, mantida por sócios e voluntários com o objetivo de combater doenças típicas da pobreza, com ênfase na tuberculose, cujo índice de incidência na região é dos mais elevados do país. Um dos coordenadores do IVR é o químico Claudio Costa Neto, professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Alguns minutos de conversa com Costa Neto já nos dão a dimensão do desafio a que ele se propôs, do nível de engajamento no instituto e, sobretudo, do seu aprofundado conhecimento do problema.

De saída, aprendemos que a tuberculose não é o mal em si, mas a face mais dramática da chamada Cadeia da Miséria. Essa cadeia é caracterizada por cinco elos: doença, fome, renda, educação e cultura. A doença é uma consequência da fome ou da nutrição deficiente. A fome, por sua vez, origina-se da renda insuficiente para comprar comida. A renda é baixa ou ausente porque as pessoas não possuem um nível de educação que garanta um trabalho com boa remuneração. Não há educação, porque não existe a cultura da educação, da busca pelo saber e, tampouco, a cultura do trabalho. Ou seja, a tuberculose somente será eliminada se todos os elos da “Cadeia da Miséria” forem combatidos. Enquanto isso, medicar os doentes, valendo-se dos recursos disponíveis, será não mais do que uma medida paliativa já que, para um contingente de pacientes curados, há outro que adoece, em um ciclo sem perspectivas de ser interrompido tão cedo.

Visita ao Instituto Vila Rosário

Na minha primeira visita à sede do Instituto Vila Rosário aprendi muito sobre a complexidade desse lado da sociedade e vi reforçadas algumas certezas. Uma delas é a da importância da educação em todos os segmentos das nossas vidas. A ignorância é uma força devastadora que atua permanentemente contra as pessoas, prejudicando-lhes o juízo crítico e cegando-as sobre o próprio bem-estar e sobre os aspectos mais óbvios do cotidiano. Um dos desafios do IVR, antes de iniciar qualquer tratamento, é convencer os tuberculosos de que eles precisam se tratar. Ainda que apresentem os sintomas mais evidentes da doença, muitos recusam o auxílio em um primeiro momento. Quando aceitam o tratamento, o desafio seguinte é monitorá-los para que sejam medicados adequadamente e pelo tempo necessário. No IVR, essa tarefa cabe a um grupo de agentes comunitárias que vão às casas dos pacientes, encaminham os doentes aos postos de saúde e acompanham todo o tratamento – do diagnóstico da doença até a cura.

Por conhecerem o drama de perto, essas bravas mulheres reuniram histórias impressionantes que põem a nu a intimidade dos domicílios assolados pela pobreza extrema, onde os casos de dependência em álcool e drogas ilícitas são numerosos; as famílias, muitas vezes, acomodam-se precariamente em um único cômodo. Um banco de dados informatizado na sede do Instituto Vila Rosário registra todas as ocorrências de tuberculose, detalhando os históricos dos pacientes atendidos ou em atendimento e mapeando permanentemente a área coberta pelo IVR.

A cura dos tuberculosos é urgente e, por isso mesmo, concentra os principais esforços do IVR. Mas a organização não governamental, ciente de que é preciso enfrentar a “Cadeia da Miséria” como um todo a fim de sanar definitivamente o problema, mantêm trabalhos em paralelo com vistas a dar melhores condições de vida à população local. Um deles, focado na educação e no incentivo à leitura, resultou na inauguração em 2010, na sede do instituto, da Biblioteca Octavio Alvarenga – homenagem ao célebre escritor, historiador e advogado falecido dois meses depois da inauguração. A iniciativa foi da editora Márcia Pereira, amiga e colaboradora ativa do IVR que, em pouco tempo, reuniu um acervo notável e diversificado, que vai dos clássicos à ficção infantojuvenil, passando por enciclopédias, dicionários e biografias.

A biblioteca e todas as atividades educacionais e culturais criadas em torno dela, desempenham um papel central na luta contra a “Cadeia da Miséria”, já que a ausência de educação e cultura está sedimentada nos seus alicerces. Ou seja, não é um delírio afirmar que a leitura será o grande instrumento para erradicar a tuberculose e outras moléstias de uma vez por todas, levando, enfim, a cidadania a áreas das quais, historicamente, ela sempre guardou distância.

* Luis Eduardo Matta

Considerado uma das vozes mais criativas e originais da nova literatura nacional, Luis Eduardo Matta iniciou sua carreira literária em 1993, aos 18 anos, com o livro “Conexão Beirute-Teeran” (Chamaeleon Edições).

É autor, ainda, dos thrillers “O véu” (Primavera Editorial), “120 horas” (Editora Planeta) e “Ira Implacável” (Razão Cultural Editora); dos juvenis “Morte no colégio” (Editora Ática) e “O dia seguinte” (Escrita Fina Edições), e das séries “Os caça-mistérios” (Editora Ática), de histórias policiais infantojuvenis, e “As bem resolvidas(?)” (Editora Vermelho Marinho), de livros chick lit YA. Participou das antologias de contos “Território V” (Terracota Editora), “Dimensões.BR” (Editora Andross), “Jogos criminais” (Editora Andross) e “Internautas: os chips reinventando o nosso dia a dia” (Editora Melhoramentos).

Em breve, vamos postar mais textos do projeto Escritores do Bem. Aguarde!

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Dia feliz!

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Ações
10May
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A gente prometeu postar sobre as iniciativas que foram realizadas pelo Brasil afora no Dia Mundial da Boa Ação, comemorado em 26 de abril, né? Sempre que recebermos informações e fotos de ações legais, vamos contar por aqui – afinal, esse assunto nuuuunca vai ficar velho! :)

Em Belo Horizonte, o Hospital Psiquiátrico Galba Veloso investiu na simplicidade, delicadeza e doçura. Motivados pelo Grupo de Trabalho de Humanização, os internos distribuíram bombons patrocinados pela empresa QualiLight Energia. Cerca de 500 pessoas entre internos, funcionários e visitantes aproveitaram o mimo.

No blog do Coletivo PHOTOGRAPH é possível ver fotos lindas de viver do dia, como essas:

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Muito chão percorrido

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Ações, Depoimentos, Na sociedade
09May
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Muito bacana o e-mail recebemos dos nossos parceiros Iara e Eduardo, da expedição Caçadores de Bons Exemplos:

“Após 16 meses de expedição, encerramos a região Sudeste do Brasil. Agradecemos todas pessoas que nos receberam tão bem nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Terminamos a região Sudeste do Brasil com 48.384 km rodados e muitas histórias para contar…Seguimos em busca de mais bons exemplos, agora pelo Nordeste, sendo a Bahia nosso primeiro estado. Obrigada pelo carinho e continuem nos acompanhando nessa grande viagem do BEM!!!”

Vem muita história emocionante por aí e a gente faz questão de destacar algumas aqui no nosso blog também. Para acompanhar toda a aventura, é só entrar em www.avidaeumaviagem.com.br/blog.

 

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Doutores da Alegria por Nuria Torrents

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Depoimentos, Inspiração
07May
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Todo mundo recuperado da festa que foi o Dia Mundial da Boa Ação, comemorado no último dia 26? Estamos terminando de reunir todas as informações sobre as ações feitas no país e, em breve, vamos postar aqui no blog, ok?

Para começar bem a semana, que tal ler o primeiro texto do projeto Escritores do Bem, sobre o qual você leu aqui? Quem faz a estreia é a autora Nuria Torrents, da Primavera Editorial, em uma prosa sensível e tocante. Delicie-se!

A menor máscara do mundo: a solidariedade e  o riso como sinônimos

Por Nuria Torrents

Um dia antes daquele sábado ensolarado, eu havia recebido um convite da Primavera Editorial para participar da mobilização chamada A Corrente do Bem. A proposta era escrever as minhas impressões sobre o trabalho de uma organização não governamental à minha escolha. Tentando pensar a respeito, recostei-me no sofá, liguei a tevê e acabei me detendo em um filme que estava começando – um documentário sobre a queda de um avião nos Andes, na década de 1970; um acidente deixou poucos sobreviventes após 60 dias, aguardando o resgate. As condições naquelas montanhas geladas e desertas do Chile eram, naturalmente, inóspitas e surreais.

A relação entre tal fato e as ONGs talvez seja a primeira pergunta que você, leitor, esteja se fazendo agora, mas me pareceu que esses dois acontecimentos – escrever o artigo para A Corrente do Bem e o evento de 1972 – estavam unidos pelo mesmo fio condutor: a solidariedade que só o ser humano tem e pratica com tanto sucesso. Do vale gelado em que se encontravam, os poucos sobreviventes só conseguiram voltar à civilização graças à ajuda mútua e constante; ao vínculo criado pela causa comum. Da mesma forma funcionam as organizações não governamentais. O sentido moral que conduz os indivíduos na vida, direciona um grupo unido por um interesse comum; torna-o responsável pelo bem-estar de pessoas com as quais se busca o fim imaginado. Acredito que esse seja o fio inicial e condutor que leva algumas pessoas a se unirem; algumas, inclusive, por terem uma característica ainda mais marcante – o riso. Entre elas estão as pessoas que integram o grupo “Doutores da Alegria”.

Antes de falar sobre eles, gostaria de me deter um pouco sobre o riso e seus benefícios. O riso é uma ferramenta de grande valor terapêutico. Quando se ri, o diafragma se move em outro ritmo; os pulmões se expandem e aumentam a circulação que promove uma melhor oxigenação celular e aumenta o número de glóbulos brancos – os que combatem as infecções na corrente sanguínea. Ao mesmo tempo, cresce o nível de endorfina que é responsável pela sensação de bem-estar no corpo. É por isso e por outras razões que a sabedoria popular costuma dizer que o sorriso autêntico aquece o coração. Os olhos brilham, o gestual se torna mais aberto, mais espontâneo, flexível; existe uma disponibilidade maior para a assimilação de novas ideias. Nesses momentos, de um modo descontraído, as pessoas opinam, discutem, discordam, concordam, ou seja, se relacionam.

O adulto aprendeu a reprimir o riso, considerando que não é maduro, responsável. Assim, quem ri é tachado de bobo, frívolo, irresponsável, infantil. Rir parece que só é permitido às crianças. Por isso é tão importante quebrar esse paradigma, demonstrar que ao dividirmos o senso de humor com outros, suportamos melhor tanto as dores físicas como as emocionais.

Rir é um estado natural do ser humano. Isso não significa que se deva virar um comediante, apenas entender que é possível fazê-lo de modo responsável. O riso leva a uma abertura da criatividade e, desse modo, destaco o trabalho pioneiro dos “Doutores da Alegria” que introduziram no conceito de solidariedade o riso. A trupe mostrou que o riso pode ser praticado seriamente e, por meio dele, é possível se obter o bom-humor. Não um riso qualquer, mas o riso do palhaço/clown, pois o trabalho é desenvolvido por pessoas caracterizadas com um nariz vermelho, a menor máscara do mundo.

A partir da máscara do clown, das cores das roupas extravagantes e, principalmente, da companhia do olhar sincero do ser humano atrás da máscara, esse encontro entre as pessoas acontece espontaneamente e provoca surpresa em todos. Quando há disponibilidade para o novo – e não se julga –, existe um espaço que favorece a abertura de novas experiências. A presença do clown possibilita a percepção de novos parâmetros e vai ampliando a compreensão da realidade construída, favorecendo a relação entre os seres humanos.

A criatividade pode ser considerada o encontro intenso do indivíduo com o seu mundo inconsciente; o trabalho do clown é exatamente o de religar as pessoas ao conceito de saúde, oferecendo-lhes a perspectiva de um novo olhar. A inserção no contexto hospitalar possibilita ampliar o conceito de cura e das necessidades de mudança na área da saúde. A comunicação feita de forma lúdica permite de maneira muito rápida externar conteúdos internos profundos – que podem ser vivências ou sonhos – tanto na linguagem verbal como em posturas e atitudes diante dos jogos propostos pela interação do palhaço com as pessoas. O lúdico envolve, emociona e expande a percepção dos acontecimentos. É criado um espaço para o imprevisto, o não pensado, o que está fora da ordem natural dos acontecimentos. Geralmente, como resultado dessa surpresa acontece o riso, que por si só já provoca um certo alívio. E o contato feito com o estranho – o palhaço, aquele que retrata um lado íntimo do seu ser, aquilo “torto, ridículo, feio”, aquilo que não nos permitimos ver –, aparece como em uma imagem no espelho. É uma forma de cura, de alívio dos sintomas.

Talvez por isso o trabalho pioneiro dos “Doutores da Alegria” tenha frutificado em muitos outros que passaram a usar a pequena máscara e o riso para estabelecer a abertura do vínculo; para atender às necessidades daqueles com os quais interagem. O enfrentamento dos medos verbalizados, ou encenados pelos palhaços por meio do riso, desperta o inusitado, o impensável, permitindo que seja trazido à consciência das pessoas, mobilizando sentimentos genuínos, baixando as defesas e abrindo um espaço para que estabeleçam um contato mais autêntico e espontâneo com os conteúdos internos.

Parece que no caso dos “Doutores” as interações dos clowns, na prática da solidariedade, proporcionam uma forma de intervir e interferir em aspectos internos dos pacientes atendidos, o que possibilita uma alteração na situação estabelecida, melhorando, salvando, resguardando e resgatando uma integridade até o momento perdida, além de revestir as feridas de caráter curativo, ultrapassando os círculos concêntricos da instituição, indo rumo à regiões mais remotas da convivência humana.

Na prática da solidariedade – se ela vier acompanhada do riso, de um novo olhar para aquela situação sofrida com que nos deparamos – com certeza os resultados serão muito mais próximos ao bem-estar, seja em que região inóspita, real ou inconsciente nos encontremos. Dessa forma solidariedade e riso são sinônimos!

* Nuria Torrents

Psicóloga clínica e pós-graduada lato sensu em Psicologia Analítica, Nuria Torrents possui especialização em “Terapia de casais e família” pelo Centro Gestáltico de Montevideo (Uruguai).

Mediadora, atualmente faz curso de extensão no método Sandplay Therapy, ministrado pela Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA).

Para entrar com contato com ela:

nuria257@gmail.com

www.nuriatorrents.psc.br

 

O próximo texto que você vai ler aqui é do autor Luis Eduardo Matta. Aguarde!

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Muito obrigado!

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Depoimentos, Inspiração
27Apr
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Ontem foi um dia indescritivelmente lindo e nós, de A Corrente do Bem, só temos a agradecer por tanta, mas tanta gente bacana ter abraçado a proposta do Dia Mundial da Boa Ação e compreendido o poder transformador de um sorriso, um bom dia, uma flor, um “você é linda (o)”, um “seu dia vai ser incrível” e tantas outras gentilezas que alimentam a alma de quem faz e de quem recebe.

Todo mundo que lotou a nossa linha do tempo no Facebook com imagens das ações pelo Brasil, que nos deixou emocionados com os mais de 800 compartilhamentos do post de ontem, que acendeu uma porção de luzes no Mapa do Bem, que voltou a ser um pouco criança ao receber balões em meio ao caos dos centros urbanos, que “emprestou” o alcance de suas marcas para divulgar as boas ações, que conseguiu desfazer várias caras amarradas com um simples gesto e transformou o azedo em doce, que ensinou seus alunos a beleza de fazer o bem: vocês são demais!

Vale a pena fazer um “passeio” pela nossa linha do tempo no Facebook e ver o tanto de iniciativa fantástica que foi compartilhada por lá. Deixamos aqui algumas imagens que representam a lindeza que foi o Dia Mundial da Boa Ação – que, para a galera do bem, é todo dia.

Foto por Fernanda Valadares

 

Foto por Fernanda Valadares

 

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Dia Mundial da Boa Ação!

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Ações, Adesões, Na escola, Na sociedade
26Apr
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Chegou o dia em que celebramos a generosidade, a gentileza, o amor, a compaixão, a proatividade e tudo mais que vier no “pacote do bem”! O que faz a diferença no mundo são as suas ações, então por que não praticar o que de melhor está ao seu alcance?

Hoje, toda a nossa corrente está nas ruas, não só no Brasil, mas também em outros 47 países, mostrando que boas ações são simples, rápidas, divertidas e têm um enorme potencial de transformar a sociedade. Uma equipe voluntária composta por empresas e profissionais se formou em torno do Dia Mundial da Boa Ação. São pessoas que estão doando tempo e expertise em prol da proposta de disseminar uma prática simples e transformadora – mobilizar cidadãos a incluir ações de gentileza e generosidade no cotidiano.

Fique por dentro do que está rolando hoje:

SÃO PAULO

- Distribuição de balões infláveis com o ícone do Mapa do Bem, amarrados a pequenos presentes e um cartão de A Corrente do Bem, na feira livre da Rua Antônio Bicudo e imediações (Rua Teodoro Sampaio e Metrô Faria Lima), em Pinheiros, capital. Ação com apoio da Voltage e da BP Balões Personalizados.

- A escola Lourenço Castanho vai desenvolver algumas ações com o Núcleo de Projetos Sociais. A principal será uma campanha envolvendo os alunos e os professores do Ensino Fundamental I, com o objetivo de aumentar o acervo da biblioteca da Escola Estadual Martim Francisco. Até o dia 10 de maio, a escola fará uma arrecadação de livros que serão doados à biblioteca.

- Como parte da adesão ao movimento colaborativo A Corrente do Bem, a equipe da Shopper Experience está se mobilizando para arrecadar 100 quilos de ração canina em prol da Associação para o Bem-Estar do Animal “Amigos da Célia” (ABEAC), que cuida de 600 cães abandonados.

RIO DE JANEIRO

- Distribuição de balões infláveis com o ícone do Mapa do Bem, amarrados a pequenos presentes e um cartão de A Corrente do Bem, na Cinelândia, Largo do Carioca e Rio Branco. Ação com apoio do Meu Rio e da BP Balões Personalizados.

MINAS GERAIS

- Distribuição de balões infláveis com o ícone do Mapa do Bem, amarrados a pequenos presentes e um cartão de A Corrente do Bem, nas ruas Gonçalves Dias (esquina com a Avenida João Pinheiro); Avenida do Contorno (esquina com Avenida Afonso Pena); e Avenida Brasil (com Francisco Sales. Ação com apoio da MIND e da BP Balões Personalizados. A MIND fará um vídeo da ação em diversas ruas e tamém vai estender, em alguns sinais, faixas com frases para animar o dia das pessoas.

- A creche Nosso Abrigo, que atende 85 crianças em período integral no bairro Cruzeiro, fará a distribuição de origamis de tulipas coloridas. Os alunos vão entregar as flores ao longo da Avenida Afonso Pena, nas proximidades da instituição.

- O Colégio Magnum Buritis vai distribuir para os alunos cartões nos quais pedem que convidem três pessoas para realizar boas ações, incentivando assim o hábito idealizado no filme “A Corrente do Bem”. Todos os alunos devem participar das ações, desde o maternal até a terceira série, além de professores e funcionários.

- A Universidade Fumec vai mobilizar professores, alunos, funcionários em torno da divulgação do movimento colaborativo “A Corrente do Bem” para o público interno e externo.

FERNANDO DE NORONHA (PERNAMBUCO)

- O restaurante Mergulhão, especializado em Gastronomia Brasileira, vai promover uma ação social em Fernando de Noronha. O chef Rafael Sudatti, em parceria com outros chefs da ilha e de Recife, vai ministrar aulas de culinária para jovens da comunidade.

BRASIL

- O projeto Escritores do Bem visa incentivar autores nacionais a produzir textos literários inéditos sobre organizações não governamentais que atuam nos quatro cantos do Brasil. A proposta é que os escritores contem a história de ONGs por meio de personagens reais, gente que transforma positivamente a vida de milhares de brasileiros – adultos, idosos, jovens e crianças que vivem em situação de risco social. A Primavera Editorial é a primeira editora a apoiar a ação colaborativa e transformará os textos em um livro digital; a coletânea terá download gratuito e ficará disponível no site www.acorrentedobem.org. Entre os primeiros autores a integrar o projeto estão Léa Michaan, Núria Torrents, Gilberto Abrão, Márcio Kroehn, Bruno Chiarioni, Luis Eduardo Matta, Edna Bugni e Stella Kochen Susskind.

- A edição 2012 conta com uma aliança estratégica com o Catarse, um dos principais sites brasileiros de crowfunding (financiamento colaborativo). A equipe do Catarse selecionará projetos de cunho social que já estão inscritos na plataforma para que sejam divulgados nos espaços on-line do movimento colaborativo (blog, Twitter e Facebook). A proposta é ampliar a divulgação de projetos com viés social que buscam financiamento colaborativo. Essa produção de conteúdo em parceria com o Catarse está alinhada à meta de construir uma espécie de Google do Bem, registrando várias iniciativas sociais em uma ferramenta de articulação social on-line.

- As vitrines das lojas Imaginarium contam com um detalhe diferente desde 19 de abril: um simpático display em formato de um coração estilizado, anunciando a parceria com A Corrente do Bem e que incentiva os clientes a empreenderem práticas de gentileza hoje. Além dos displays, a empresa distribuirá cerca de 15 mil cartões sobre A Corrente do Bem – com textos explicativos sobre o Dia Mundial da Boa Ação e que incentivam a adesão de clientes. Foram produzidos também cerca de 15 mil adesivos para as camisetas usadas pelos colaboradores, vendedores e clientes das lojas franqueadas; banners e posts nos canais virtuais; e-mail marketing sobre a ação para um mailing composto por mais de 600 mil clientes; além de ações internas destinadas aos 200 colaboradores.

APOIOS NA DIVULGAÇÃO

O Great Place to Work, IVECO e a ONG Banco de Alimentos estão empenhados na divulgação do movimento A Corrente do Bem entre os funcionários, fornecedores e parceiros de negócio. Além de empreenderem ações para o público interno, estão disseminando a cultura de gentileza defendida pelo movimento colaborativo A Corrente do Bem.

Por Betânia Lins/Printec Comunicação

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Voto consciente

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Ações
25Apr
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Se amanhã, Dia Mundial da Boa Ação, você não puder participar de alguma iniciativa na rua, que tal fazer a diferença sem sair de casa? No Catarse, você pode escolher um projeto para ajudar a financiar. Um deles é o Repolítica, uma ferramenta que te ajuda na escolha de candidatos e, consequentemente, a votar melhor.

Para os responsáveis pelo projeto, “escolher candidatos deveria ser bem mais fácil do que é. Se você hoje quer escolher um presente, um celular, uma namorada, um apartamento, tem ferramentas na internet que facilitam a filtragem, mostram opiniões de outras pessoas, dão todos os detalhes pra você fazer a melhor opção.”

Essa é a ideia do Repolítica, que, nas eleições de 2010, ajudou mais de 150 mil pessoas a fazer uma escolha consciente. Nele, você encontra um questionário em que responde algumas perguntas sobre suas ideologias, prioridades e perfil. O resultado é uma lista de prováveis candidatos que podem combinar com você, uma espécie de norte para você orientar a sua pesquisa.

Este ano, a ferramenta vai passar por mudanças e, para isso, parte do trabalho vai ser tercerizado: contratação de programadores e de um servidor mais robusto, para os picos de acesso nas proximidades da eleição, e uma assessoria de imprensa para ajudar na divulgação. A estimativa de custos é de R$ 29.885, sendo 18/5 o prazo final para a arrecação. Para contribuir, acesse http://catarse.me/pt/projects/576-repolitica

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Sejam bem-vindos, novos parceiros :)

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Ações, Adesões
25Apr
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Dá um gás danado quando a gente recebe mais e mais notícias de empresas e instituições que acreditam na nossa corrente e fazem questão de participar do Dia Mundial da Boa Ação.

Em Belo Horizonte, a Universidade Fumec é a nova parceira de A Corrente do Bem e já começou fazendo barulho na comunidade acadêmica. Para o Dia Mundial da Boa Ação, teremos o apoio de todos os cursos, DAs e DCE da universidade. A data está sendo divulgada nas redes sociais da instituição – com destaque na home do site da Fumec – e em cartazes espalhados nos locais de circulação. Amanhã, serão distribuídos cartões de A Corrente do Bem na entrada do Campus, região onde também vai ser realizada a ação dos balões que a gente contou ontem aqui.

Outra recém-aliada é a MEU Celulares, que está dando a maior força na divulgação do Dia Mundial da Boa Ação em suas redes sociais. A marca – criada no ano passado especialmente para o público brasileiro, reunindo características únicas e preço extremamente competitivo – ainda disponibilizou quatro celulares para serem doados a uma instituição indicada pelA Corrente do Bem.

Obrigado, de coração, a todos que têm feito nosso movimento crescer!

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Flores especialíssimas

Editor: Carolina Lenoir  :  Categoria: Ações, Na escola
25Apr
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Segure-se aí que hoje a gente vai bombar de posts, mas é um por uma excelente causa! Amanhã é o Dia Mundial da Boa Ação e tem muita iniciativa genial que precisa ser contada. Uma delas promete bater o recorde de fofura da nossa corrente. A Creche Nosso Abrigo, de Belo Horizonte – que atende 85 crianças em período integral no Bairro Cruzeiro – vai distribuir origamis, que representam tulipas coloridas, feitos pelas próprias crianças.

Os mimos serão entregues às pessoas que estiverem andando pelo passeio da Avenida Afonso Pena (nas proximidades da creche) das 12h30 às 13h de amanhã – horário de almoço de centenas de funcionários que trabalham nos edifícios comerciais dessa área.

A presidente da instituição, Maria Consuelo Cabaleiro, explica que as crianças ouviram de suas professoras a história do movimento e se empolgaram com a notícia de que participariam da data pelo segundo ano consecutivo. “Elas deram varias ideias de ações que poderiam fazer em conjunto. A sugestão mais votada foi a de oferecer uma flor a várias pessoas e, para dar mais valor a esse gesto, elas próprias estão criando essas flores, trabalhando toda a montagem. A alegria de dar alegria está contagiando a todos, que estão ansiosos pelo momento de ver reação das pessoas a essa ação festiva e colorida.”

Olha só que graça ficaram as flores! :)

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